segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
The School of Life: Auguste Comte
Always interesting and entertaining, The School of Life presents Auguste Comte*:
"The 19th century thinker Auguste Comte
invented a religion without a God in it. It was a fascinating move that
deserves to be studied today."
* In the video, The School of Life get some facts wrong about Positivism in Brazil. Unfortunately, the Temple of Humanity in Rio de Janeiro isn't open until this day (the video was published in May 2016), because since 2009 it's closed to the public due to a big crack in the ceiling. Also, besides Rio, the city that was most influenced by Comte's ideas was Porto Alegre, where you can find still open the only Temple of Humanity built from scratch to that purpose.
* In the video, The School of Life get some facts wrong about Positivism in Brazil. Unfortunately, the Temple of Humanity in Rio de Janeiro isn't open until this day (the video was published in May 2016), because since 2009 it's closed to the public due to a big crack in the ceiling. Also, besides Rio, the city that was most influenced by Comte's ideas was Porto Alegre, where you can find still open the only Temple of Humanity built from scratch to that purpose.
"The Last Religion"
Director: Hugo Pinto
Production: Hugo Pinto and Luísa Sequeira
(Director of Photography)
Co-production: Um Segundo Filmes (Portugal)
They had been around during the Proclamation
of the Republic and even designed the national flag, but only a few in Brazil
are aware of the historical significance of the Positivists – the followers of
the doctrine created in the nineteenth century by the French philosopher
Auguste Comte.
Brazil, home of samba and football, home of
Christ the Redeemer and Candomblé, is the unlikely place where we can find
alive the legacy of a thinker who believed in the liberating power of
scientific knowledge.
Regarded as the founder of Sociology, Comte
believed that the world could only be explained by science and that faith would
be replaced by reason.
Comte rejected supernatural deity, but
nevertheless saw religion as an important instrument to unite people around a
common idea, as well as a moral order, against the anarchy of selfishness.
Based on universal love and his own newly
invented concept of "altruism", Comte founded the Religion of
Humanity.
In his vision he saw the Temples of Humanity
built around the world, but that only happened in Brazil, in the cities of Rio
de Janeiro and Porto Alegre.
"The Last Religion" is a documentary
that traces Positivism in Brazil since its inception until the present day.
Filmed in Rio de Janeiro and Porto Alegre,
"The Last Religion" introduces the ideas and the people who still
believe in a world dominated by knowledge and selflessness as means to combat
the two of the greatest global problems: religious fundamentalism and
capitalism's closed horizons.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
"A Última Religião" na Agência Lusa
Notícia da Agência Lusa (05/09/2015)
Documentário português retrata 'A Última Religião'
no Brasil
(Na foto: Hugo Pinto / © Luísa Sequeira)
Um jornalista português retratou em
documentário as origens, o culto e a minoria seguidora da "Última
Religião" - a da Humanidade -, com marca em símbolos nacionais do Brasil
onde figura, aliás, um último reduto.
Documentário de estreia do jornalista português
Hugo Pinto, de 35 anos, radicado em Macau, versa sobre Religião da Humanidade,
sem Deus e dos Homens, concebida pelo filósofo francês Auguste Comte, no século
XIX, que tem o único "templo" de portas abertas na cidade brasileira
de Porto Alegre.
"O tema congrega quase todas as minhas
áreas de interesse: a filosofia, a religião, a ciência e a História. Depois,
sempre me fascinou o interesse que Auguste Comte tinha em criar uma ciência da
organização da sociedade e a forma como pensou todos os seus elementos
estruturantes", explicou Hugo Pinto.
O documentário foi filmado no Brasil, onde
esteve aproximadamente um mês para conhecer a influência de uma religião, em
cujos princípios Hugo Pinto vê atualidade: "Há ideias que fazem sentido,
que se mantêm muito oportunas, como o altruísmo, um termo que o próprio
cunhou".
A doutrina positivista de Comte influenciou
inclusive a própria História do Brasil, onde tem hoje o último bastião.
"Estiveram na Proclamação da República e até desenharam a bandeira
nacional, no entanto, poucos conhecem a importância histórica dos positivistas",
ignorando, por exemplo, que "a 'Ordem e Progresso' é um lema do
positivismo".
"A doutrina, em voga na ala militar, cujo
movimento levou à proclamação da República, teve em Miguel Lemos e em Raimundo
Teixeira Mendes, dois intelectuais que foram estudar para Paris, então centro
do mundo, os grandes promotores das ideias positivistas", importadas,
portanto, pelas elites para um Brasil carente de reformas e ávido de mudança.
"Quando regressaram, primeiro criaram o
apostolado positivista, mais tarde, a igreja positivista do Brasil, e esse foi
o grande centro difusor. Imprimiram centenas de panfletos, explicando as ideias
e abordando diversos temas, como a importância da laicidade, do respeito pelas
populações indígenas, (...), das leis trabalhistas. Todas estas são conquistas
que reclamam como grandes legados deixados pelos positivistas", observa.
Um dos aspetos que o surpreendeu foi o facto
de ideais como a laicidade terem penetrado num país maioritariamente católico
que tem, aliás, o Cristo Redentor como um dos principais símbolos. "Foi
outro dos motivos pelos quais esta história me fascinou, porque é, de facto, um
terreno imensamente fértil para as religiões, até para a da Humanidade".
Comte "acreditava que o mundo só poderia
ser explicado pela ciência e que a Fé seria substituída pela Razão",
rejeitava um Deus sobrenatural, mas reconhecia na religião "um papel
importante de união em torno de uma ideia comum e uma ordem moral contra a
anarquia do egoísmo".
Contudo, ressalva Hugo Pinto, o filósofo francês
imaginou que pelo mundo fora seriam erigidos Templos da Humanidade, mas isso só
aconteceu no Brasil e em duas cidades: Rio de Janeiro e Porto Alegre. Hoje,
apenas os pilares de um se encontram de pé, frequentado por poucas dezenas de
"fiéis".
"A Última Religião" dá a conhecer
"as ideias e as pessoas que, hoje, ainda defendem e acreditam num mundo
mais dominado pelo conhecimento e pelo altruísmo como formas de combater dois
dos maiores problemas à escala global: o fundamentalismo religioso e os horizontes
fechados do capitalismo", disse.
Hugo Pinto prepara-se agora para lançar a
produção independente, que contou com a realizadora portuguesa Luísa Sequeira,
no circuito dos festivais, sem esconder a natural preferência por salas do
Brasil, Europa e Ásia.
Questionado se acabou por se render à
doutrina, o jornalista responde: "Comte diz que todos somos positivistas,
mas em graus diferentes".
"A Última Religião" (Documentário, 2015)
Realização: Hugo Pinto
Produção: Hugo Pinto e Luísa Sequeira (Directora de Fotografia)
Co-produção: Um Segundo Filmes (Portugal)
Estiveram na Proclamação da República do Brasil e até desenharam a bandeira nacional. No entanto, poucos conhecem a importância histórica dos positivistas, os seguidores da doutrina criada pelo filósofo francês Auguste Comte, no século XIX.
O Brasil, terra do samba e do futebol, do Cristo Redentor e do candomblé, é o improvável lugar onde encontramos ainda vivo o legado de um pensador que acreditava no poder libertador do conhecimento.
Comte, considerado o fundador da Sociologia, defendia que o mundo só poderia ser explicado pela ciência e que a Fé seria substituída pela Razão.
Rejeitando um Deus sobrenatural, Comte via na religião, contudo, um papel importante de união em torno de uma ideia comum e uma ordem moral contra a anarquia do egoísmo.
Com esse pensamento fundou a Religião da Humanidade, promovendo valores baseados no amor universal e numa palavra que o próprio Comte cunhou – "altruísmo".
Imaginou que seriam construídos Templos da Humanidade em todo o mundo, mas só no Brasil isso aconteceu, nas cidades do Rio de Janeiro e de Porto Alegre, onde existe o único ainda em actividade.
"A Última Religião" é um documentário que traça o percurso do Positivismo no Brasil desde o seu auge, a Proclamação da República, em 1889, até aos dias de hoje.
Filmado no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, "A Última Religião" dá a conhecer as ideias e as pessoas que, hoje, ainda defendem e acreditam num mundo mais dominado pelo conhecimento e pelo altruísmo como formas de combater dois dos maiores problemas à escala global: o fundamentalismo religioso e os horizontes fechados do capitalismo.
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